quinta-feira, 18 de abril de 2013

Em Memória-Emilio Santiago

Emílio Vitalino Santiago (Rio de Janeiro, 6 de dezembro de 1946 — Rio de Janeiro, 20 de março de 2013) foi um cantor brasileiro.[1] Fonoaudiólogos comentaram que as análises técnicas da voz de Emílio Santiago, mostravam que o cantor tinha a voz mais "perfeita" do Brasil.[2]Frequentou a Faculdade Nacional de Direito na década de 1970, inicialmente para se tornar um advogado. Ao decorrer do curso, Emílio decidiu que queria ser diplomata, pois o incomodava o fato de não existirem negros nos quadros do Itamaraty. Emílio já cantava nos bares da faculdade, em roda de amigos, apenas por diversão. No início, não tinha vontade de se tornar um cantor profissional, e tão pouco pensava nisso. Quando as inscrições do festival de música da Faculdade foram abertas, os amigos de Emílio o inscreveram sem ele saber. Emílio participou e venceu o concurso, chamando a atenção dos jurados, entre eles, Beth Carvalho. A partir daí, sua presença em festivais estudantis era frequente, ganhando todos os concursos do qual participava. A música já falava mais alto na vida de Emílio, porém, concluiu o curso de Direito por insistência de seus pais. Nesta mesma década,[1] participou de um conceituado programa de auditório, chegando as finais no programa de Flávio Cavalcanti, na extinta TV Tupi. Trabalhou como crooner da orquestra de Ed Lincoln, além de muitas apresentações em boates e casas noturnas. Em 1973, lançou o primeiro compacto pela Polydor com as canções Transa de amor e Saravá Nega, que o levou a um maior participação em rádios e programas de televisão.[3]
O primeiro LP foi lançado pela CID em 1975, com canções esquecidas de compositores consagrados como Ivan Lins, João Donato, Jorge Benjor, Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito, Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle, dentre outros. Transferiu-se no ano seguinte para a PhilipsPolygram, permanecendo neste selo até 1984, pelo qual lançou dez álbuns, todos com pouca repercussão. Além de ganhar o concurso Rede Globo MPB Shell em 1982, com a canção Pelo Amor de Deus, foi escolhido três anos depois como melhor intérprete no Festival dos Festivais, também da Rede Globo, com a canção Elis Elis.[1]
O sucesso veio na verdade em 1988, quando lançou o LP Aquarela Brasileira pela Som Livre, um projeto especial dedicado exclusivamente ao repertório de música brasileira; No início, a intenção era lançar apenas um LP, mas devido ao sucesso, foram lançados sete trabalhos da série Aquarela Brasileira. O projeto ultrapassou a marca de quatro milhões de cópias vendidas. O sucesso Saigon, foi lançado no disco Aquarela Brasileira 2, em 1989. Nesta época, lançou também outros projetos como um tributo ao cantor Dick Farney (Perdido de amor, de 1995) e regravando clássicos do bolero hispânico (Dias de luna, de 1996).[1]
Assinou com a Sony Music em 2000. O disco que marca a estréia na nova gravadora é Bossa Nova, que trouxe muitos clássicos do gênero e também rendeu um DVD. Prosseguiu com Um sorriso nos lábios (2001), um tributo a Gonzaguinha, e outro ao compositor acreano João Donato em 2003Um de seus últimos trabalhos foi o álbum O Melhor das Aquarelas ao vivo, onde reviu o repertório de música brasileira que gravou a partir do álbum Aquarela Brasileira, e que entre os méritos conta ser o primeiro disco ao vivo de Emílio e o segundo DVD da carreira, gravado ao vivo no Canecão, tradicional casa de shows do Rio de Janeiro, após Bossa Nova.
Em 2012, lançou o CD Só Danço Samba, o primeiro CD produzido de maneira independente, pelo seu selo Santiago Music. O CD ganhou um Grammy latino, como melhor álbum de Samba–Pagode. Posteriormente, Emílio lançou o DVD 'Só Danço Samba', gravado ao vivo, em São Paulo.

Falecimento

No dia 7 de março de 2013, Emílio deu entrada no Hospital Samaritano, em Botafogo, onde ficou internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) após sofrer um acidente vascular cerebral.[4] De acordo com a direção do hospital, Emílio faleceu às 6h30 da manhã do dia 20 de março de 2013, aos 66 anos. Ele teve complicações no quadro clínico de AVC isquêmico, quando falta circulação de sangue no cérebro















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