terça-feira, 23 de maio de 2017

LILIA CABRAL

Lília Cabral Bertolli Figueiredo (São Paulo13 de julho de 1957)[1] é uma atriz brasileira. Foi indicada duas vezes ao Prêmio Emmy Internacional de Melhor AtrizLília é brasileira, filha de pai italiano (Gino Bertolli) e mãe portuguesa (Almedina Cabral, natural de São Miguel, Arquipélago dos Açores). Sua mãe faleceu quando Lília tinha por volta dos 20 anos de idade, antes de ela começar a atuar na TV, fato que lamenta bastante, já que esta nunca teve a oportunidade de vê-la trabalhar como atriz.[1]
O seu primeiro casamento foi ao 29 anos de idade, com o cineasta João Henrique Jardim, matrimônio este que durou 7 anos. É casada desde 1994 com o economista Iwan Figueiredo, pai de sua única filha, Giulia, que nasceu quando Lília tinha 38 anosÉ formada pela Escola de Arte Dramática na turma de 1978, atuando nos espetáculos teatais Marat-SadeDivinas PalavrasEstado de Sitio e o O Bordel.[4] Começou a sua carreira no teatro, com a peça Feliz Ano Velho, baseada num livro de Marcelo Rubens Paiva.[3] Estreou na televisão, em 1981, com a novela Os Adolescentes, escrita por Ivani Ribeiro e produzida pela Rede Bandeirantes. Em 1984, transferiu-se para a Rede Globo para atuar em Corpo a Corpo, de Gilberto Braga. Em 1988, atuou em Vale Tudo, de Gilberto Braga e Aguinaldo Silva, no papel da secretária Aldeíde Candeias, que sofria nas mãos do patrão Marco Aurélio (Reginaldo Faria). Em 1989, viveu a beata Amorzinho no grande sucesso de Aguinaldo Silva Tieta. Em 1995, participou em História de Amor, como a neurótica Sheila, ex-esposa do médico e protagonista da história, Carlos (José Mayer). Depois, em 1997, participou em Anjo Mau, como Goreti, interpretou Verena na telenovela Meu Bem Querer e, em 1999, foi a mãe de Tati, protagonista da primeira temporada de Malhação.[5]
Em 2000 atuou na novela Laços de Família, como Ingrid, mulher do interior que se muda para a cidade e morre num assalto. Em 2001, viveu Daphne em Estrela-Guia e, no ano seguinte, apareceu em Sabor da Paixão, como Edith. Em 2003, participou de Chocolate com Pimenta, como a vilã cômica Bárbara. Posteriormente, integrou o elenco de Começar de Novo, como Aída, dona de um famoso spa.[5] Em 2006, foi a antagonista de Páginas da Vida, por cuja atuação recebeu o Troféu Imprensa de melhor atriz daquele ano e foi também indicada ao Emmy Internacional de 2007, na categoria de melhor atriz. Contudo, perdeu a estatueta para a atriz francesa Muriel Robin, pela sua participação em Marie Besnard - The Poisoner. Em 2008, viveu Catarina, na novela A Favorita, de João Emanuel Carneiro. Em 2009 estreou o filme Divã, no qual interpretou a protagonista Mercedes. Posteriormente, viveu a ex-modelo Tereza, em Viver a Vida.[5] Em 2011 atuou em Fina Estampa, onde interpretou sua protagonista no horário nobre, Griselda Pereira "PereirãoEm 2013 protagonizou o remake Saramandaia, interpretando a empresária Vitória Vilar.[5] Em 2014, interpreta Maria Marta, a vilã de Império, novela das nove de Aguinaldo Silva.[8] Ela era tida como a favorita do prêmio de melhor atriz pelo Melhores do Ano, do Domingão do Faustão, mas perdeu o troféu para Cláudia Abreu, que viveu Pâmela Parker em Geração Brasil. Entretanto, a atriz ganhou o Troféu Imprensa e o Prêmio Extra, ambos também na categoria de "melhor atriz

O Portador 1991
Saramandaia 2013
Fina EStampa 2011

Viver a Vida 2009
Começar de Novo 2004

                                                              A Favorita 2008
                                                       
Sabor da Paixão 2002

LAÇOS DE FAMILIA 2000
Pátria Minha 1994

Anjo Mau 1997

História De AMOR 1995
Tieta 1989

Pedra Sobre Pedra 1992
                                                         
Império

Vale Tudo 1988
Mandala 1987

                                                               De Quina pra Lua 1985
Corpo a Corpo 1985

                                                              Estrela Guia 2001
Chocolate com Pimenta 2003

A Força do Querer 2017

Meu Bem Querer 1998
Salomé 1991

                                                       
Páginas da Vida 2006







TÂNIA ALVES


LÚCIA VERISSIMO



CLÁUDIA RAIA


zezé di camargo e Luciano

Zezé Di Camargo & Luciano é uma dupla de música sertaneja brasileira formada por (Zezé Di CamargoMirosmar José de Camargo (Pirenópolis17 de agosto de 1962) e (LucianoWelson David de Camargo (Pirenópolis20 de janeiro de 1973).Fã de Tonico e Tinoco, seu Francisco, um lavrador de Pirenópolis, cidadezinha do interior de Goiás, acalentava um sonho: ter dois filhos homens que pudessem formar uma dupla sertaneja. Quando nasceu Mirosmar José, o primogênito da família Camargo, cobrou da mulher, dona Helena: - Agora precisamos da segunda voz.. Um ano depois nascia Emival, o parceiro que faltava. Quando Zezé, o filho mais velho, completou três anos, ganhou do pai uma gaita. Mais tarde, com o dinheiro que vinha da lavoura, seu Francisco comprou uma sanfona e um violão para os filhos, que àquela altura já formavam a dupla Camargo e Camarguinho. "Como eles tinham vergonha, eu dava dinheiro escondido para os outros pagarem os dois depois que cantassem. Era para incentivar...", relembra seu Francisco. A dupla-mirim se apresentava em circos e rodoviárias.
Em 1974, a família foi para Goiânia, sempre em busca do sonho de seu Chico, o de transformar seus filhos numa dupla. Lá, Welington, irmão nove anos mais novo que Zezé, adquiriu paralisia infantil. "Partimos de ônibus, levando os filhos e a graça de Deus...", conta dona Helena. Em Goiânia, os Camargo passaram a morar num barraco de dois cômodos. O telhado era remendado com papelão e latas. Seu Francisco arrumou emprego como servente de obra. Dona Helena trabalhava como lavadeira. A dupla Camargo e Camarguinho, que tocava canções de Tonico e Tinoco e de outras duplas da época, vez ou outra ganhava a estrada para se apresentar no interior do país. Numa dessas viagens, quando os garotos tinham 12 e 11 anos, um acidente de Ford Maverick tirou a vida de Emival. Os filhos de seu Francisco voltavam de uma apresentação em Imperatriz, no Maranhão, numa espécie de lotação. Zezé teve apenas um ferimento próximo ao olho. "Emival não voltou para casa. Éramos os irmãos mais ligados. Fiquei traumatizado...", revela Zezé. A primeira vez que ele voltou para Imperatriz, alguns anos atrás, teve uma crise de choro em pleno aeroporto.
Mesmo com a falta do irmão, Zezé não desistiu da música. Com 13 anos já trabalhava como office-boy. Na dupla Neilton e Mirosmar, Neilton fazia a segunda voz e tocava violão. Zezé di Camargo era a primeira voz e o seu instrumento era o acordeão. A diferença de idade entre os dois era de 13 anos. Aos 15 anos era o Zé Neto do trio Os Caçulas do Brasil, com o qual chegou a gravar um disco. Em 1979 formou parceria com um amigo de Goiânia, dez anos mais velho e remanescente do trio. A carreira da dupla Zazá e Zezé, que teve boa expressão em Goiás e no Mato Grosso, deu origem a três LPs lançados entre 1980 e 1984. Mas não vingou porque Zazá tinha planos regionais. Zezé queria ganhar o país.
Em 1987, Zezé resolveu partir para São Paulo e tentar carreira solo. Gravou dois discos pelo selo Três M, já extinto (hoje esses trabalhos pertencem à Warner). Por essa época, algumas de suas composições já eram sucesso nas vozes de duplas consagradas, como Chitãozinho e Xororó. "Apresentei 'Solidão' ao Leonardo, mas achava que ela deveria ser gravada pelo Amado Batista. Mas o Leo gostava muito da canção. Fez um playback sem me avisar. Só contou quando já tinha decidido gravá-la", diverte-se Zezé. A música acabou estourando nas vozes de Leandro e Leonardo.

Década de 1990: Início do sucesso com Luciano[editar | editar código-fonte]

Apesar das composições bem-sucedidas, o filho mais velho de seu Francisco queria mesmo era emplacar como cantor. Welson David, irmão dez anos mais moço, imaginava que Zezé estivesse fazendo sucesso em São Paulo. Vi você no programa do Bolinha, ligava, todo orgulhoso. Não desconfiava que os tempos eram de vacas magras e quem segurava as pontas - e as contas - na casa de Zezé era, muitas vezes, Zilú, sua mulher. Welson trabalhava como office-boy em Goiânia, e contava em casa que cantava no clube da Caixego (Caixa Econômica de Goiás, onde era funcionário). No Natal de 1989, o filho mais velho foi visitar a família em Goiânia. Welson aproveitou para mostrar o que sabia, mesmo sem nunca ter cantado profissionalmente. "Vi que ele tinha tino para a coisa", lembra Zezé. "Comentei com a Zilú e ela deu a maior força, afinal era meu irmão, novinho, boa pinta e sem vícios". Zezé precisava mesmo encontrar um parceiro. Ele estudava propostas de algumas gravadoras, que só fechariam contrato se o cantor formasse novamente uma dupla. Combinaram de se encontrar em São Paulo depois de um mês. Deram início aos ensaios. Zezé às vezes se irritava com o irmão mais novo. Ele começava bem, mas passava para a minha voz. Por pouco Zezé não manda o irmão de volta para a casa dos pais, depois de Welson ter se metido numa briga. "Quem não deixou foi a Zilú", recorda. Na hora de escolher o nome para a dupla, os dois passaram a ver qual soaria melhor ao lado de Zezé Di Camargo. "Que tal Luciano?", arriscou Zezé. "Por que não Luciano?", sugeriu Welson. Feito. Fecharam contrato com a gravadora Copacabana. Com o repertório definido e faltando um dia para a dupla entrar em estúdio, Zezé teve um estalo e compôs, de sopetão, "É o Amor". Insistiu com os executivos da gravadora e acabou conseguindo incluir a faixa no LP. Antes mesmo de o disco sair, Zezé Di Camargo deixa uma fita com "É o Amor" na rádio Terra FM de Goiânia. Seu Francisco, sempre incentivador, comprava 500 fichas telefônicas por semana e as espalhava pela vizinhança. Ele dizia para que ligassem para a rádio e pedissem a música que seus meninos haviam acabado de gravar. Funcionou: em 15 dias "É o Amor" era a mais pedida da cidade.
Capa do primeiro álbum da dupla lançado em 1991
Antes de emplacar um hit atrás do outro cantando ao lado do irmão Luciano, Zezé Di Camargo já conhecia o gostinho de ver músicas suas nas paradas de sucesso de todo o país. Ele compunha principalmente para amigos famosos como Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo. Ele assina, em média, seis faixas de cada CD da dupla. Suas letras, com raríssimas exceções, falam do amor e suas dores, tema que ele considera universal, com o qual todos se identificam. Foi 19 de abril de 1991 que Zezé Di Camargo e Luciano lançaram seu 1º álbum de carreira. Em dois meses "É o Amor" alçava seus intérpretes ao primeiro lugar no hit parade. Em seis meses o CD de estréia dos cantores ganhava disco de platina duplo por 750 mil cópias. Em pouco mais de um ano atingia a casa de 1 milhão de cópias. Este LP marcou época por seu repertório impregnado de boleros e baladas românticas. Dos boleros desse disco, destacam-se principalmente "Deus" (Zezé di Camargo - José Fernandes), "Pouco a Pouco" (Jorge Gambier) e "Eu Te Amo" (Roberto Carlos), versão do sucesso dos Beatles, "And I Love Her". Entre as baladas românticas desse disco, destaca-se principalmente "Quem Sou Eu Sem Ela" (Zezé di Camargo), que conquistou as paradas de sucesso naquele ano ao lado de "É o Amor", a principal balada romântica do disco.
Em resposta aos críticos que acham que Zezé deveria compor músicas sertanejas de raiz, ele costuma dizer: A miscigenação é nossa característica mais forte. Não existe raça pura no Brasil e, conseqüentemente, não existe ritmo puro. Exigem que os sertanejos façam música de raiz. Chico Science misturou rock com maracatu e a mídia aplaudiu, por quê nós teríamos de cantar um ritmo puro? Mas nunca negou suas origens. Tenho orgulho do gosto de terra no céu da boca, declara.