Jeanne Moreau nasceu em Paris, no dia 23 de janeiro de 1928, é uma atriz francesa.
Filha de um barman francês e de uma bailarina britânica, depois de passar parte de sua infância em Vichy, concluiu o curso secundário em Paris e começou a estudar teatro com Denis d'Inès. Seis meses depois, iniciou sua formação de atriz clássica no Conservatório de Paris.
Na Comédie Française, estreou no final de 1950, com a peça "Les Caves du Vatican", de André Gide, sob a direção de Jean Meyer, onde fez o papel de uma prostituta. Sua atuação lhe valeu uma capa do Paris Match e as felicitações de Paul Léautaud. Em seguida, foi chamada para representar o papel de outra prostituta, dessa vez em Othello, com Aimé Clariond no papel principal.
Deixando a Comédie Française, entrou para o Théatre National Populaire de Jean Vilar. Em seguida, aceitou o conselho de Gérard Philipe para fazer mais um papel de prostituta na peça de Anna Bonacci, "L'Heure Éblouissante", sob a direção de Fernand Ledoux.
No cinema, Jeanne Moreau estreou em 1948 no filme "Dernier Amour", de Jean Stelli, num papel secundário. Nos anos que se seguiram, atuou em diversas películas até que, em 1958, com os filmes de Louis Malle, "Ascensor Para o Cadafalso" e "Os Amantes", alcançou definitivamente o estrelato, dando início a uma brilhante carreira internacional ao lado de grandes cineastas que vão, além de Malle, de François Truffaut a Luís Buñuel, passando por Michelangelo Antonioni, John Frankenheimer e Orson Welles, sem jamais abandonar o teatro.
Além de ser considerada uma das melhores atrizes francesas de todos os tempos, tanto no teatro quanto no cinema, onde atuou em mais de 120 filmes, Jeanne Moreau é também roteirista e cineasta, tendo realizado três filmes, "Lumière", em 1976, "L'Adolescente", em 1979, e "Lillian Gish", em 1983.
Nos anos 80, paralelamente à sua carreira no cinema e no teatro, ela se dedicou à música e à televisão, onde participou de telefilmes e apresentou programas sobre pintura. Nos anos 90, investiu mais em teatro em detrimento da televisão.
Jeanne Moreau casou-se três vezes, inicialmente com Jean-Louis Richard, em 1949 (com quem teve um filho), em seguida com Teodoro Rubanis, em 1966, e finalmente, com William Friedkin, em 1977, de quem se divorciou dois anos depois.
Foi a primeira atriz não americana a aparecer na primeira página do Time Magazine.
domingo, 8 de dezembro de 2013
JEANETTE MACDONALD
Jeanette Anna MacDonald nasceu na Filadélfia, Pensilvânia, EUA, no dia 18 de junho de 1903 e faleceu em Houston, Texas, EUA, no dia 14 de janeiro de 1965, foi uma cantora e atriz cinematográfica americana. Celebrizou-se com sua voz de soprano em musicais, a maior parte deles contracenando com Nelson Eddy, como Canção de Amor (1938), Casei-me com um Anjo (1942),Divino Tormento(1940), Lua Nova(1940).Outros trabalhos:Alvorada de Amor (1929),San Francisco, a Cidade do Pecado (1936),Três Filhas Levadas.
MacDonald teve cinco rumorosos romances. O primeiro foi o magnata Jack Ohmeis, de 1922 a 1927. Ficaram noivos em 1926 mas a família dele era contra o casamento com um atriz. Ironicamente, a família de Ohmeis perdeu sua fortuna em 1929 devido à quebra da bolsa e MacDonald mais tarde acabou emprestando dinheiro a ele.
MacDonald em seguida namorou Irving Stone, este era sobrinho do fundador do "The Boston Store" e trabalhava nos negócios da família. Não se sabe muito sobre este romance, exceto pelas centenas de cartas de amor escritas por ela e que foram encontradas em seu apartamento após sua morte.
Em 1928 Robert George Ritchie se tornou empresário e noivo de MacDonald. Ficaram juntos até 1935. MacDonald negasse que chegou a se casar com ele, sempre escrevia a ele como "meu querido marido". Em 1931 MacDonald escreveu a Irving Stone que ela estava noiva de Ritchie. O sobrinho de Ritchie e o restante da família reclamaram que houve um casamento entre Ritchie-MacDonald e que foi anulado, posivelmente no Havaí, em 1935. Nunca se soube com certeza deste fato.
O romance com Bob Ritchie começava a desaparecer quando MacDonald se tornou muio amiga de Nelson Eddy em 1933. Em janeiro de 1934 eles estrelaram "Naughty Marietta". Eles namoraram dentro e fora das telas durante 1934 mas depois de 1935, Eddy se tornou mais persistente com o objetivo de se casar com ela. O problema estava no fato dele querer que ela se aposentasse e virasse dona de casa; MacDonald preferiu sua carreira em primeiro lugar. Sempre brigaram muito a respeito disso e terminaram em 1935. Mais tarde no mesmo ano MacDonald conheceu o ator Gene Raymond numa festa e começou a namorar com ele. Durante o verão de 1935, MacDonald reatou o romance com Eddy quando começaram a filmar "Rose Marie". MacDonald mais tarde disse que foi "o verão mais feliz da minha vida". Secretamente ficaram noivos. Depois MacDonald engravidou e foi obrigada pelo chefão da MGM, Louis B. Mayer a fazer um aborto, por causa disso, Eddy terminou o relacionamento.
Em junho de 1937, MacDonald se casou com Gene Raymond numa cerimônia tradicional na Igreja Metodista de Wilshire em Los Angeles. Permaneceram casados até a morte dela. De acordo com algumas fontes jornalísticas, Gene Raymond teve inúmeros casos com homens e o casamento deles era problemático. MacDonald chegou a falar sobre isso numa autobiografia não publicada e mencionaou diversas separações e problemas conjugais. Depois da morte dela, Raymond e seus amigos (includindo seu fã clube) disputaram estas afirmações.
Nelson Eddy tentou uma reconciliação com MacDonald em 1938 mas novamente houve interferência de Louis B. Mayer, que acreditava que o divórcio pudesse prejudicar a imagem pudica de MacDonald. Eddy foi para Las Vegas e se casou com Ann Franklin em Janeiro de 1939. Seu casamento durou até a morte dele.
MacDonald sofria nos últimos anos de problemas cardíacos. Piorou em 1963 e fez um transplante arterial no Texas. Depois da cirurgia, ela desenvolveu pleurísia e ficou hospitalizada por dois meses. Sua mansão foi vendida e ela se mudou para um apartamento em Los Angeles. Seu marido, Gene Raymond, se mudou para um apartamento ao lado. Nelson Eddy ficou no seu próprio apartamento na rua de frente. MacDonald deu entrada no UCLA Medical Center em 1964, Nelson Eddy estava com ela, onde ela foi operada de aderência abdominal. Ela iria pra casa no Ano Novo mas o grande cirugião cardíaco, Dr. Michael DeBakey, vinha sendo considerado o médico que poderia fazer um milagre na vida de Jeanette. Embora já estivesse preparada para sua cirurgia, ela faleceu em 14 de Janeiro de 1965, com o marido ao lado. Suas últimas palavras para ele foram "Eu te amo". Ele respondeu "Eu te amo também", ela sorriu e morreu.
Nelson Eddy, que havia dito no programa de Jack Paar "Eu amo Jeanette", entrou em colapso quando soube de sua morte. Ele viveu somente mais dois anos e também faleceu.
Uma década após o falecimento de MacDonald, Gene Raymond se casou novamente. Raymond faleceu em maio de 1998 e está enterrado ao lado de Jeanette na California.
Embora tenha existido uma controvérsia sobre o relacionamento de Jeanette MacDonald com Nelson Eddy, muitos afirmavam que embora fossem um casal nas telas, eles se odiavam pessoalmente. Disseram que durante as filmagens de três filmes houve problemas entre os dois: "Rose Marie"; "The Girl of the Golden West", e "New Moon". Mas sempre irá pairar a dúvida, porque revistas contemporâneas afirmam que os dois eram apaixonados sendo chamados de "os pássaros do amor". Inclusive, que Eddy e MacDonald eram muito próximos, principalmente durante as filmagens de "Sweethearts" e "I Married an Angel", fora o fato da gravidez de MacDonald e de Eddy não poder se divorciar.
Muitos afirmam que a relação deles nunca acabou, durando até a morte dela.
Numa autobiografia de MacDonald, de 1960, manuscrita, ela escreve: "Eu me lembro de ver Nelson pela primeira vez e pensar que ele preenchia todos os requisitos que um homem tinha que ter".
MacDonald teve cinco rumorosos romances. O primeiro foi o magnata Jack Ohmeis, de 1922 a 1927. Ficaram noivos em 1926 mas a família dele era contra o casamento com um atriz. Ironicamente, a família de Ohmeis perdeu sua fortuna em 1929 devido à quebra da bolsa e MacDonald mais tarde acabou emprestando dinheiro a ele.
MacDonald em seguida namorou Irving Stone, este era sobrinho do fundador do "The Boston Store" e trabalhava nos negócios da família. Não se sabe muito sobre este romance, exceto pelas centenas de cartas de amor escritas por ela e que foram encontradas em seu apartamento após sua morte.
Em 1928 Robert George Ritchie se tornou empresário e noivo de MacDonald. Ficaram juntos até 1935. MacDonald negasse que chegou a se casar com ele, sempre escrevia a ele como "meu querido marido". Em 1931 MacDonald escreveu a Irving Stone que ela estava noiva de Ritchie. O sobrinho de Ritchie e o restante da família reclamaram que houve um casamento entre Ritchie-MacDonald e que foi anulado, posivelmente no Havaí, em 1935. Nunca se soube com certeza deste fato.
O romance com Bob Ritchie começava a desaparecer quando MacDonald se tornou muio amiga de Nelson Eddy em 1933. Em janeiro de 1934 eles estrelaram "Naughty Marietta". Eles namoraram dentro e fora das telas durante 1934 mas depois de 1935, Eddy se tornou mais persistente com o objetivo de se casar com ela. O problema estava no fato dele querer que ela se aposentasse e virasse dona de casa; MacDonald preferiu sua carreira em primeiro lugar. Sempre brigaram muito a respeito disso e terminaram em 1935. Mais tarde no mesmo ano MacDonald conheceu o ator Gene Raymond numa festa e começou a namorar com ele. Durante o verão de 1935, MacDonald reatou o romance com Eddy quando começaram a filmar "Rose Marie". MacDonald mais tarde disse que foi "o verão mais feliz da minha vida". Secretamente ficaram noivos. Depois MacDonald engravidou e foi obrigada pelo chefão da MGM, Louis B. Mayer a fazer um aborto, por causa disso, Eddy terminou o relacionamento.
Em junho de 1937, MacDonald se casou com Gene Raymond numa cerimônia tradicional na Igreja Metodista de Wilshire em Los Angeles. Permaneceram casados até a morte dela. De acordo com algumas fontes jornalísticas, Gene Raymond teve inúmeros casos com homens e o casamento deles era problemático. MacDonald chegou a falar sobre isso numa autobiografia não publicada e mencionaou diversas separações e problemas conjugais. Depois da morte dela, Raymond e seus amigos (includindo seu fã clube) disputaram estas afirmações.
Nelson Eddy tentou uma reconciliação com MacDonald em 1938 mas novamente houve interferência de Louis B. Mayer, que acreditava que o divórcio pudesse prejudicar a imagem pudica de MacDonald. Eddy foi para Las Vegas e se casou com Ann Franklin em Janeiro de 1939. Seu casamento durou até a morte dele.
MacDonald sofria nos últimos anos de problemas cardíacos. Piorou em 1963 e fez um transplante arterial no Texas. Depois da cirurgia, ela desenvolveu pleurísia e ficou hospitalizada por dois meses. Sua mansão foi vendida e ela se mudou para um apartamento em Los Angeles. Seu marido, Gene Raymond, se mudou para um apartamento ao lado. Nelson Eddy ficou no seu próprio apartamento na rua de frente. MacDonald deu entrada no UCLA Medical Center em 1964, Nelson Eddy estava com ela, onde ela foi operada de aderência abdominal. Ela iria pra casa no Ano Novo mas o grande cirugião cardíaco, Dr. Michael DeBakey, vinha sendo considerado o médico que poderia fazer um milagre na vida de Jeanette. Embora já estivesse preparada para sua cirurgia, ela faleceu em 14 de Janeiro de 1965, com o marido ao lado. Suas últimas palavras para ele foram "Eu te amo". Ele respondeu "Eu te amo também", ela sorriu e morreu.
Nelson Eddy, que havia dito no programa de Jack Paar "Eu amo Jeanette", entrou em colapso quando soube de sua morte. Ele viveu somente mais dois anos e também faleceu.
Uma década após o falecimento de MacDonald, Gene Raymond se casou novamente. Raymond faleceu em maio de 1998 e está enterrado ao lado de Jeanette na California.
Embora tenha existido uma controvérsia sobre o relacionamento de Jeanette MacDonald com Nelson Eddy, muitos afirmavam que embora fossem um casal nas telas, eles se odiavam pessoalmente. Disseram que durante as filmagens de três filmes houve problemas entre os dois: "Rose Marie"; "The Girl of the Golden West", e "New Moon". Mas sempre irá pairar a dúvida, porque revistas contemporâneas afirmam que os dois eram apaixonados sendo chamados de "os pássaros do amor". Inclusive, que Eddy e MacDonald eram muito próximos, principalmente durante as filmagens de "Sweethearts" e "I Married an Angel", fora o fato da gravidez de MacDonald e de Eddy não poder se divorciar.
Muitos afirmam que a relação deles nunca acabou, durando até a morte dela.
Numa autobiografia de MacDonald, de 1960, manuscrita, ela escreve: "Eu me lembro de ver Nelson pela primeira vez e pensar que ele preenchia todos os requisitos que um homem tinha que ter".
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
JENNIFER JONES
Nascida Phylis Lee Isley em Tulsa, Oklahoma, EUA, no dia 02 de março de 1919, Jennifer Jones chegou à Hollywood em 1939, a fim de tentar o cinema. Depois de passar por alguns testes, conseguiu no mesmo ano atuar em dois filmes, "New Frontier", um faroeste estrelado por John Wayne, e "Dick Tracy's - Men", ambos produzidos pelos Estúdios da Republic Pictures Corporation.
Casada com Robert Walker desde 02/01/1939, voltou à Nova York, onde o marido trabalhava numa rádio. Durante sua estada em Hollywood, sua face e seus olhos chamaram a atenção do produtor David O. Selznick.
Em 1941, Phylis voltou à Hollywood para participar dos testes de seleção para o filme "Claudia", de Edmund Goulding. Walker continuou em Nova York com os filhos e seu trabalho na rádio. O papel de Claudia foi ganho pela atriz Dorothy McGuire. Selznick, que estava de olho em Phylis, conseguiu que ela atuasse na peça "Hello Out There", em Santa Barbara. A peça foi um sucesso e Phylis recebeu a promessa de Selznick de que batalharia para torná-la uma grande atriz do cinema. Na ocasião, exigiu apenas que ela trocasse seu nome de batismo por outro artístico. Três meses depois, chegaram a um acordo de que ela passaria a se chamar Jennifer Jones.
Ela retorna à Nova York no momento em que o marido acaba de comprar uma nova casa em Long Island. O casal está bem financeiramente. Passados alguns meses, Selznick toma conhecimento que a Twentieth Century Fox procura uma revelação feminina para o papel principal de seu próximo filme, "A Canção de Bernadette". Esse era o tipo de papel que vinha procurando para Jennifer. Assim, em outubro de 1942, ela é chamada à Hollywood para se submeter aos testes. No início de dezembro, é informada que o papel de Bernadette será dela.
A família muda-se para Hollywood, onde Jennifer inicia sua atuação no novo filme, enquanto Robert Walker, com a ajuda de Selznick, consegue um contrato com a grande MGM, indicando um futuro promissor para ele.
O interesse de Selznick por Jennifer aumenta a cada dia. Por outro lado, o casamento de Jennifer começa a se desgastar, a ponto de, em outubro de 1943, ela e Walker se separarem. O casal teve dois filhos. A estréia de "A Canção de Bernadete", em dezembro daquele ano, dá à Jennifer o status de estrela, principalmente quando ela é agraciada com o Oscar de Melhor Atriz por seu magnífico desempenho no papel de Bernadette Soubirous. Por outro lado, Walker também viu seu trabalho reconhecido por sua ótima atuação em "Bataan".
Os procedimentos para obtenção do divórcio de Walker e Jennifer são iniciados em março de 1944. Por outro lado, o relacionamento entre Selznick e Jennifer se intensifica com o passar do tempo, mas só em 13/07/1949 eles se casam num iate ao longo da costa italiana, com ele teve uma filha.
Além do Oscar recebido por sua atuação em "A Canção de Bernadette", Jennifer Jones, em sua vitoriosa carreira, foi ainda indicada a outros 4 Oscars: como atriz coadjuvante, por seu trabalho em "Desde Que Partiste", de 1944, quando perdeu a estatueta para Ethel Barrymore, por seu desempenho em "Apenas um Coração Solitário"; como atriz principal, por sua atuação em "Um Amor a Cada Vida", de 1945, quando foi vencida por Joan Crawford por seu trabalho em "Alma em Suplício"; por sua atuação em "Duelo ao Sol", de 1946, quando a vencedora foi Olivia de Havilland por seu trabalho em "Só Resta uma Lágrima"; e, finalmente, por sua atuação em "Suplício de uma Saudade", de 1955, quando perdeu a estatueta para Anna Magnani por seu desempenho em "A Rosa Tatuada".
Além de se casar com Robert Walker e David O. Selznick, Jennifer casou-se, pela terceira vez, seis anos depois de ficar viúva, com Norton Simon, em maio de 1971. Em junho de 1993, com a morte de Simon, voltou a enviuvar.
Atualmente a estrela aposentada vive na Califórnia.
Casada com Robert Walker desde 02/01/1939, voltou à Nova York, onde o marido trabalhava numa rádio. Durante sua estada em Hollywood, sua face e seus olhos chamaram a atenção do produtor David O. Selznick.
Em 1941, Phylis voltou à Hollywood para participar dos testes de seleção para o filme "Claudia", de Edmund Goulding. Walker continuou em Nova York com os filhos e seu trabalho na rádio. O papel de Claudia foi ganho pela atriz Dorothy McGuire. Selznick, que estava de olho em Phylis, conseguiu que ela atuasse na peça "Hello Out There", em Santa Barbara. A peça foi um sucesso e Phylis recebeu a promessa de Selznick de que batalharia para torná-la uma grande atriz do cinema. Na ocasião, exigiu apenas que ela trocasse seu nome de batismo por outro artístico. Três meses depois, chegaram a um acordo de que ela passaria a se chamar Jennifer Jones.
Ela retorna à Nova York no momento em que o marido acaba de comprar uma nova casa em Long Island. O casal está bem financeiramente. Passados alguns meses, Selznick toma conhecimento que a Twentieth Century Fox procura uma revelação feminina para o papel principal de seu próximo filme, "A Canção de Bernadette". Esse era o tipo de papel que vinha procurando para Jennifer. Assim, em outubro de 1942, ela é chamada à Hollywood para se submeter aos testes. No início de dezembro, é informada que o papel de Bernadette será dela.
A família muda-se para Hollywood, onde Jennifer inicia sua atuação no novo filme, enquanto Robert Walker, com a ajuda de Selznick, consegue um contrato com a grande MGM, indicando um futuro promissor para ele.
O interesse de Selznick por Jennifer aumenta a cada dia. Por outro lado, o casamento de Jennifer começa a se desgastar, a ponto de, em outubro de 1943, ela e Walker se separarem. O casal teve dois filhos. A estréia de "A Canção de Bernadete", em dezembro daquele ano, dá à Jennifer o status de estrela, principalmente quando ela é agraciada com o Oscar de Melhor Atriz por seu magnífico desempenho no papel de Bernadette Soubirous. Por outro lado, Walker também viu seu trabalho reconhecido por sua ótima atuação em "Bataan".
Os procedimentos para obtenção do divórcio de Walker e Jennifer são iniciados em março de 1944. Por outro lado, o relacionamento entre Selznick e Jennifer se intensifica com o passar do tempo, mas só em 13/07/1949 eles se casam num iate ao longo da costa italiana, com ele teve uma filha.
Além do Oscar recebido por sua atuação em "A Canção de Bernadette", Jennifer Jones, em sua vitoriosa carreira, foi ainda indicada a outros 4 Oscars: como atriz coadjuvante, por seu trabalho em "Desde Que Partiste", de 1944, quando perdeu a estatueta para Ethel Barrymore, por seu desempenho em "Apenas um Coração Solitário"; como atriz principal, por sua atuação em "Um Amor a Cada Vida", de 1945, quando foi vencida por Joan Crawford por seu trabalho em "Alma em Suplício"; por sua atuação em "Duelo ao Sol", de 1946, quando a vencedora foi Olivia de Havilland por seu trabalho em "Só Resta uma Lágrima"; e, finalmente, por sua atuação em "Suplício de uma Saudade", de 1955, quando perdeu a estatueta para Anna Magnani por seu desempenho em "A Rosa Tatuada".
Além de se casar com Robert Walker e David O. Selznick, Jennifer casou-se, pela terceira vez, seis anos depois de ficar viúva, com Norton Simon, em maio de 1971. Em junho de 1993, com a morte de Simon, voltou a enviuvar.
Atualmente a estrela aposentada vive na Califórnia.
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